Principais noticias 29/09/2021

Dólar tem máxima a R$ 5,44 após leilão, por alta externa e cautela fiscal




O dólar renovou máxima a R$ 5,4454 (+0,39%) no mercado à vista, logo após o leilão de US$ 700 milhões em swap cambial para overhedge das instituições financeiras. O leilão de overhedge tem efeito de baixa, mas não se sustenta pela alta do dólar lá fora e as incertezas fiscais no Brasil, afirma o economista Alexandre Almeida, da CM Capital Markets.

"A moeda chegou a cair mais cedo, mas logo passou a subir, se ajustando à apreciação externa do dólar", observa a fonte.


"O dólar segue forte ante as moedas do G-10 e também frente a grande parte das divisas emergentes, com dirigentes do Fed reforçando a defesa pelo início da retirada de estímulos em novembro, e destacando o crescimento econômico dos EUA e inflação crescente no país", diz Almeida.


Há pouco, o presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na Filadélfia, Patrick Harker, disse que apoiaria o início do tapering já em novembro e a conclusão do processo em meados de 2022.


Harker não vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano. Aqui, Almeida comenta que a deflação do IGP-M em setembro, o Caged bem melhor que o esperado e o superávit primário do setor público, contrariando expectativa de déficit, são boas notícias.

Porém, ele afirma que as incertezas fiscais - com possibilidade de extensão do auxílio emergencial fora do teto de gastos e as indefinições sobre o novo programas sociais e o pagamento de precatórios -, além da estagnação de reformas no Congresso, apoiam um dólar mais forte ante real. "O que se discute agora é a alteração de impostos estaduais sobre combustíveis, mas não é questão simples e mercado vai acompanhar com atenção, em cenário de inflação pressionada", afirma.


Fonte: Investing


Ibovespa ensaia recuperação após fortes perdas na véspera


O principal índice brasileiro de ações subia nos primeiros negócios desta quarta-feira, em linha com as praças globais, com investidores de olho em movimentos do governo chinês para evitar uma desaceleração econômica mais forte e nas negociações para evitar travar o Orçamento do governo Estados Unidos.


Às 11:42, o Ibovespa mostrava alta de 1,13%, aos 111.368 pontos. Na terça-feira, o índice teve baixa de 3%.


“A aversão ao risco perde força e mercados ensaiam recuperação nesta quarta-feira”, afirmou a equipe de análise econômica do Bradesco, em relatório a clientes.



Segundo profissionais do mercado, as atenções estarão voltadas para discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e para o impasse em torno da elevação do teto da dívida norte-americana.


Na China, o mote é a injeção de 15 bilhões de dólares no sistema financeiro através de operações de recompra reversa para evitar contaminação de uma crise imobiliária.

Fonte: MoneyTimes


Ações de Vale e siderúrgicas sobem após tombo da véspera, Méliuz tem forte alta; M.Dias Branco avança 4% após compra


As ações da Vale (VALE3) sobem mais de 1% após o tombo de cerca de 5% da véspera, em um dia de recuperação para o preço do minério de ferro. Contudo, o cenário segue de cautela para os ativos da companhia, agora com o Morgan Stanley reduzindo a recomendação para os ADRs da mineradora, vendo falta de catalisadores no curto prazo. As ações da CSN Mineração (CMIN3), que também tiveram a recomendação reduzida, também avançam, cerca de 0,7%.


Contudo, siderúrgicas como Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) registram ganhos mais expressivos, com avanço de cerca de 3% para USIM5 e de cerca de 1,5% para GGBR4, enquanto CSN (CSNA3) opera próxima à estabilidade.


Ainda em destaque, estão as do Méliuz (CASH3), que se recuperam e avançam mais de 4%, seguindo a baixa do rendimento dos títulos dos EUA nesta data, após cinco sessões de avanço dos yields. O aumento dos juros tende a afetar especificamente o setor de tecnologia uma vez que essas empresas possuem fluxos de caixa mais longos e são mais impactadas pelo aumento nas taxas de longo prazo.


Já as ações de frigoríficos, com destaque para a JBS (JBSS3) e para a Minerva (BEEF3) sobem forte. Na véspera, o Santander destacou a Minerva como a top pick do setor.

Ainda em destaque, as ações da Ambev (ABEV3) sobem mais de 1% com notícia de elevação de preços e M.Dias Branco sobe cerca de 4% com anúncio de aquisição da Latinex. Confria mais destaques:


Ambev (ABEV3)

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, aumentou o preço das cervejas.

Segundo apurou a reportagem com donos de restaurantes em São Paulo, a partir de sexta-feira (1), haverá aumento de 5% a 6% em chope e cervejas, incluindo embalagens descartáveis. Outros comunicados aos quais a reportagem teve acesso falam de repasses desde esta segunda (27) ou a partir de sábado (2).


A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) confirmou o aumento de preços e afirma que o reajuste deve vir alinhado com a inflação acumulada nos último 12 meses, em torno de 10%.


Segundo o Credit Suisse, a notícia é positiva, apoiando o poder de precificação da indústria para mitigar os ventos contrários para 2022. “Os preços variam entre canais, marcas, pacotes e regiões, observando a abordagem mais flexível da AmBev em seu lançamento”, avaliam os analistas.


M.Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco, líder nos mercados de biscoitos e massas, anunciou nesta terça-feira que fechou contrato para aquisição da Latinex pelo preço inicial de R$ 180 milhões, podendo chegar até R$ 272 milhões mediante o cumprimento de metas previstas em acordo.

Segundo fato relevante, a Latinex reforça a presença da M. Dias em ‘healthy food’ (saudabilidade) e snacks, além de marcar a entrada nos segmentos de temperos, molhos e condimentos.


Westwing (WEST3)

A Westwing assinou na terça um memorando de entendimentos para a compra de 100% do capital social da Zarpo, agência de viagens online. A empresa trabalha com em parceria com hotéis, resorts, pousadas e companhias aéreas. O valor da operação não foi divulgado.

Segundo a Westwing, a Zarpo trabalha através de um modelo baseado em três pilares principais: curadoria, preços atrativos e excelência em nível de serviço.


“A aquisição da Zarpo (mediante a efetivação da operação) é mais um passo importante na nossa estratégia de expansão em categorias de lifestyle com grande aderência à nossa missão: Inspirar cada pessoa a descobrir mais beleza no seu viver”, afirma a companhia em fato relevante.


Através dessa estratégia, a Westwing pretende continuar a jornada de expansão de mercado endereçável que permite conquistar novos clientes através das sinergias comerciais entre as plataformas e servir melhor a base de mais de 9 milhões de usuários cadastrados na Westwing.


Engie (EGIE3)

A Engie Energias Complementares Participações, controlada pela operação brasileira da Engie, anunciou na terça-feira a aquisição da Assu Sol Geração de Energia SPE, empresa detentora do projeto do Complexo Fotovoltaico Assú Sol, no Rio Grande do Norte, conforme comunicado.


O valor total da operação é de até R$ 41,25 milhões, com pagamentos realizados conforme o cumprimento de marcos relacionados ao cronograma de desenvolvimento do projeto.


Segundo o comunicado, o projeto tem capacidade instalada total estimada de até 750 megawatts (MW) e será desenvolvido na mesma região onde a companhia opera, desde 2017, a Usina Fotovoltaica Assú V.


Vale (VALE3)

A Vale comunicou ao mercado que todos os 39 empregados que estavam na mina subterrânea Totten, em Sudbury, Ontário, Canadá, já estão em superfície. O resgate foi concluído de forma segura e todos passam bem, afirmou a mineradora.


“Trazer nossos 39 empregados seguros e saudáveis para casa era nossa principal prioridade e estamos felizes que nosso plano de emergência funcionou para conseguirmos esse resultado. Todos estão seguros agora e merecem nosso profundo respeito pela perseverança”, disse Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale. O CEO parabenizou a equipe de resgate e se encontrou com os empregados em Sudbury.


Os empregados estavam na mina para o turno de domingo, quando danos ao eixo tornaram o sistema de transporte usual (espécie de elevador) inoperante. Os empregados saíram da mina com o apoio da equipe de resgate da Vale por meio de um sistema de escada de saída secundária.


Ainda no radar da companhia, estão os preços do minério. Os futuros da commodity recuperaram parte das perdas depois da queda no início da semana, mesmo com a piora da escassez de energia na China, que reforça expectativas de menor produção de aço no país.

Em Singapura, os futuros de minério de ferro subiam 1,5%, para a US$ 114,45 a tonelada às 15h28, no horário local, depois da queda de 7,4% na terça-feira, enquanto os preços na China avançaram 2,4%. Os futuros do aço também fecharam em alta em Xangai.


AES Brasil (AESB3)

A AES Brasil informou, em comunicado ao mercado, ter levantado R$ 1,12 bilhão em oferta de ações subsequente.

A AES Brasil, que tem a empresa norte-americana de energia AES Corp como principal acionista, informou a venda de 93 milhões de novas ações por um valor de R$ 12 cada, um desconto de quase 11% em relação ao fechamento da véspera, de R$ 13,48.



As ações começarão a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo em 30 de setembro, informou. A companhia pretende usar os recursos para financiar o crescimento de seu portfólio de energia renovável.


A AES Brasil opera atualmente usinas hidrelétricas, eólicas e solares no Brasil, com uma capacidade instalada total de 4,4 GW.


Os bancos de investimento Bradesco BBI, Itaú BBA, Credit Suisse Brasil, Santander e HSBC coordenaram a oferta.


Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou que foi aprovado o montante total de crédito que a companhia irá receber da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) no valor de R$ 2,67 bilhões, após deliberações da Aneel.


As deliberações são decorrentes do final de oito processos de fiscalização (1º e 2º período) referentes à Amazonas Energia, Ceron, Eletroacre e Boa Vista Energia, abrangendo o período de julho de 2009 a abril de 2017, de acordo com comunicado da empresa.


“Ficou estabelecido pela Aneel que a Eletrobras receberá esse montante em 60 parcelas mensais, atualizadas pelo IPCA, com início de pagamento previsto no orçamento da CDE de 2022”, disse a empresa.


A elétrica afirmou ainda que a Aneel irá informar ao Ministério de Minas e Energia o conteúdo da decisão.


Azul (AZUL4)

A Azul anunciou que fez encomenda de até 10 aviões turboélice Cessna Gran Caravan EX, da norte-americana Textron TXT.N, para uso por sua subsidiária de aviação subregional, Azul Conecta. O pedido envolve cinco encomendas firmes e cinco opções de compra, afirmou a empresa em comunicado à imprensa.


Duas aeronaves chegarão em Belo Horizonte em 6 de outubro e outras três até o primeiro quadrimestre de 2022, afirmou a Azul. Os aviões são configurados para transportar até nove passageiros, além de dois tripulantes.


A Azul Conecta tem 14 Cessna Gran Caravan, além de três cargueiros da mesma fabricante. A empresa voa para mais de 25 destinos no país e atua no fortalecimento à conectividade da malha aérea da Azul.


Renova (RNEW11)

O conselho de administração da Renova Energia aprovou a convocação de assembleia geral extraordinária em 29 de outubro para deliberar sobre a proposta da incorporação de controladas, nos termos do protocolo de incorporação. Caso a operação seja aprovada, serão incorporadas, pela aompanhia, a Chipley SP, Espra Holding, CMNPAR Fifty-Four, SF 123 e cinco Centrais Eólicas Itapuã.


Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou ao mercado que assinou na terça o contrato de arrendamento do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bahia (TR-BA) com a americana Excelerate, no valor de aproximadamente R$ 102 milhões, com vigência até dezembro de 2023.


Segundo a estatal, a iniciativa é um importante passo para o processo de abertura e aumento da competitividade do segmento de gás natural no Brasil e está prevista no Termo de Compromisso de Cessação (TCC) firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para construção de um ambiente favorável à entrada de novos investidores no setor.


Com a conclusão da negociação, a Excelerate está buscando, com o apoio da Petrobras, a transferência das licenças e autorizações necessárias para a operação de um novo navio regaseificador no TR-BA. Assim que a empresa esteja apta a operar, a Petrobras deslocará o seu navio de mesma função que se encontra no TR-BA para o Terminal de Regaseificação de GNL de Pecém, no Ceará.


A companhia ainda informou que a parceira CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (CNOOC) manifestou o interesse no exercício da opção de compra de parcela adicional, de 5%, no Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa, para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.


Essa opção de compra já estava prevista no contrato assinado com as parceiras no leilão do volume excedente ao Contrato de Cessão de Cessão Onerosa do campo de Búzios, realizado em 06 de novembro de 2019. A companhia ainda está aguardando o posicionamento da CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (CNODC).


O valor estimado a ser recebido pela Petrobras à vista no fechamento da operação pela parcela da CNOOC, com base no dólar a R$ 5,42, será de US$ 2,08 bilhões, sendo: (1) US$ 1,45 bilhão pela compensação, sujeito aos ajustes previstos no contrato e; (ii) US$ 630 milhões pelo reembolso do bônus de assinatura, referente a participação adicional da CNOOC. Os valores serão atualizados até a data do fechamento da transação.


Ainda no radar da empresa, ela comunicou que foi paralisada a produção de gás do campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, no Estado da Bahia, em virtude da ocorrência de um vazamento na porção terrestre de seu gasoduto de exportação. A operação do duto foi interrompida e equipes foram mobilizadas para o reparo, com previsão de retorno até o fim desta semana.


A Petrobras é a operadora do campo de Manati com 35% de participação, em parceria com a Enauta Energia (45%), GeoPark (10%) e Petro Rio Coral Exploração Petrolífera (10%).


Fonte: InfoMoney


Igor Rodrigues: bitcoin como reserva de valor para o país


Em setembro, tivemos a adoção do bitcoin (BTC) como moeda oficial de El Salvador, adicionando a criptomoeda ao dólar americano como moedas nacionais.


Há poucas análises a serem feitas acerca de moeda fiduciária local, já que todos os países têm essa soberania de controle e impressão, porém, até chegar ao Bitcoin, precisamos dar um contexto geral de como o dólar americano se tornou reserva de valor de países, com o advento do Acordo de Bretton Woods, e as consequências de quando houve o abandono dessas regras.


O Acordo de Bretton Woods dá nome a uma série de disposições acertadas por 45 países aliados, em julho de 1944, cujo objetivo era definir os parâmetros que iriam reger a economia global após a Segunda Guerra Mundial.


O sistema financeiro a partir de Bretton Woods seria amplamente favorável aos Estados Unidos, que dali em diante teria o controle de boa parte da economia mundial, bem como de todo o seu sistema de distribuição de capitais.


O dólar americano se tornou moeda forte a partir da paridade com o ouro e nenhum dos outros países poderia ter sua moeda valorizada ou desvalorizada em mais de 1% em relação ao dólar.


Sendo assim, a grande referência de moeda seria sempre o dólar americano frente às demais moedas e também com um lastro definido ao ouro.

Isso correu bem pelos 20 anos seguintes, até que os EUA precisaram imprimir mais dólares para financiar o déficit orçamentário, devido à corrida espacial e à guerra do Vietnã, que aconteciam simultaneamente.


Para manter a paridade ao dólar, os outros países foram então obrigados a também imprimir mais moedas, resultando em pressão inflacionária a todos os países.


Foi então que, em 15 de agosto de 1971, o então presidente americano, Richard Nixon, colocou fim ao Acordo de Bretton Woods e à conversibilidade do dólar em ouro, anunciando a sua vontade de realinhar as taxas de paridade do dólar.

Naquele momento, o passivo norte-americano já era quase sete vezes maior que o estoque de ouro.


Para toda ação, há uma reação. Um dos principais resultados do abandono da paridade ao ouro foi uma forte subida nos índices de inflação dos EUA, conforme o quadro a seguir.

A adoção do dólar como reserva de valor é feita atualmente por vários bancos centrais ao redor do mundo, incluindo o Brasil. O dólar também é tido como moeda padrão em mercados internacionais de commodities e como padrão de preços de empresas globalizadas.


Se o poder de impressão de moedas fiduciárias está na mão de governos e bancos centrais, e os EUA têm a mais potente máquina de impressão, como seria então possível ter algum instrumento de proteção contra a inflação em dólares?

Qualquer meio alternativo que pudesse trazer essa proteção precisaria ser seguro, armazenado de forma privada, ter um fornecimento fixo ou quase fixo para evitar a impressão de novas moedas e ser transferível.

Satoshi Nakamoto foi o primeiro a trazer essa discussão na publicação do whitepaper do bitcoin, em 2009, quando apresentou que:


A raiz do problema com a moeda convencional é toda a confiança necessária para fazê-la funcionar. O banco central deve ser confiável para não depreciar a moeda, mas a história das moedas fiduciárias está cheia de violações dessa confiança.


Os bancos devem ser confiáveis ​​para manter nosso dinheiro e transferi-lo eletronicamente, mas eles o emprestam em ondas de bolhas de crédito com apenas uma fração na reserva.

Assim, o Bitcoin pode ser um meio alternativo e plausível de reserva de valor ao ouro e ao dólar. Neste momento, seria o melhor candidato entre as criptomoedas de estrutura similar, devido à sua ampla adesão social e aos movimentos que estamos vendo, como em 7 de setembro deste ano, quando El Salvador implementou o bitcoin como moeda corrente no país e iniciou seu processo de acumulação de reservas.


Fonte: MoneyTimes

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