Principais noticias 27/10/2021

Ibovespa sobe em meio à temporada de resultados e com investidores esperando por Copom


Cresce a expectativa de que o ajuste na taxa Selic, hoje em 6,25%, seja de 1,5 ponto percentual e algumas casas chegam a prever um aumento ainda maior


O Ibovespa abriu os negócios em alta na manhã desta quarta-feira (27). Os investidores têm muito a assimilar: a temporada de balanços despejou uma série de resultados corporativos entre ontem e hoje e muitos desses números vieram melhores que o esperado, sinalizando que as companhias continuam saudáveis, apesar de estarem perdendo valor de mercado com a fase turbulenta da Bolsa. Porém, o resultado mais aguardado do dia é o da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.


Cresce a expectativa de que o ajuste na taxa Selic, hoje em 6,25%, seja de 1,5 ponto percentual e algumas casas chegam a prever um aumento ainda maior. De toda forma, os juros mais altos impactam a maioria das empresas listadas na Bolsa, pois encarecem custos de capital, principalmente das companhias que estão em processo de expansão. Por outro lado, não subir os juros de forma mais intensa agora pode trazer a percepção de descontrole sobre a inflação, o que também provoca aversão a investimentos de riscos e favorece a renda fixa, que passa a oferecer retornos maiores.


“O aumento da inflação global e a decisão do governo de mudar o arcabouço fiscal tornam a tarefa do Copom de trazer a inflação para a meta muito mais desafiadora. Os números do IPCA-15 de outubro divulgados ontem bem acima das expectativas, complicaram ainda mais o quadro. Diante desse cenário, o mercado espera que o Comitê acelere o ritmo de aperto, mas não há consenso sobre o novo ritmo”, afirma a XP, em relatório.


É nesse contexto que o mercado de ações vai operar hoje, olhando também para um outro evento que pode deixar o dia ainda mais agitado: a PEC dos precatórios. Pode acontecer nesta quarta-feira a votação da matéria, que propõe limitar o pagamento de dívidas judiciais da União e abre espaço no Orçamento para criação do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.


O estouro do Teto de Gastos aliado aos últimos indicadores de inflação, que vieram acima do esperado, corroboram com a expectativa de uma “paulada” nos juros já nesta reunião do Copom. Diversas instituições financeiras revisaram suas projeções tanto para a inflação quanto para a Selic nos últimos dias. Ontem, o Ibovespa fechou na segunda pior pontuação do ano, abaixo dos 107 mil pontos, praticamente anulando tudo o que ganhou na segunda-feira.


Às 10h14 desta quarta (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,99% aos 107.468 pontos.


Em entrevista à Jovem Pan News, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar sobre a privatização da Petrobras, uma das empresas de maior peso do índice. “É uma estatal que só me dá dor de cabeça, vamos partir para pensar a privatização”, disse ele. Bolsonaro também disse que a empresa hoje presta serviços apenas para o acionista.

O dólar comercial cai 0,14%, a R$ 5,565 na compra e R$ 5,566 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021 tinha leve queda de 0,05% a R$ 5,568.


Os juros futuros começaram o dia em próximos da estabilidade. O DI para janeiro de 2023 caía dois pontos-base, a 11,70%; DI para janeiro de 2025 recuava seis pontos-base 11,92%; e o DI para janeiro de 2027 tinha variação negativa de sete pontos-base, a 11,92%.


Temporada de balanço nos EUA continua surpreendendo


Os índices futuros em Nova York operam próximos da estabilidade na manhã de hoje, porém indicam que as bolsas podem renovar pontuação máxima histórica. O Dow Jones futuro opera em ligeira alta de 0,1%; o S&P 500 futuro tinha leve alta de 0,08%; e o Nasdaq futuro subia 0,12%.


Os resultados trimestrais das companhias americanas continuam surpreendendo positivamente. Hoje de manhã, Coca-Cola e McDonald’s trouxeram números acima do esperado pelos analistas. Ontem à noite, Microsoft e Alphabet (dona do Google) também apresentaram balanços positivos.


Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, recua 0,29%, com destaque negativo de empresas de mineração. O Deutsche Bank divulgou lucro acima da expectativa, apesar de queda na receita de sua unidade de banco de investimentos. Mesmo com o resultado positivo, suas ações tiveram quedas.


Os preços do petróleo recuam agora de manhã. O Brent para dezembro de 2021 recua 1,2% a US$ 85,38 o barril. O WTI, no mesmo vencimento, cai 1,29% a US$ 83,56 por barril. A cotação do minério de ferro recuou 2% em Qingdao, na China, a US$ 119,86.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em queda na quarta, com destaque negativo de ações de tecnologia chinesas listadas em Hong Kong. Os papéis da Tencent recuaram 2,99%; os do Alibaba, 2,95%; e os do Meituan, 5,09%.


As quedas ocorrem apesar de dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China indicarem alta de 16,3% no lucro industrial do país em setembro, na comparação anual.


Fonte: InfoMoney


Estudo mostra que bitcoins estão concentrados nas mãos de poucos


A crescente popularidade do bitcoin não mudou um de seus atributos originais: a moeda digital ainda está concentrada nas mãos de poucos investidores.


Os 10.000 maiores investidores individuais de bitcoin controlam cerca de um terço da criptomoeda em circulação, segundo estudo do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês).


Defensores das criptomoedas há muito tempo se perguntam quem são os maiores proprietários de bitcoins.


Pode ser especialmente difícil determinar a concentração de propriedade, já que muitos dos endereços com maior volume geralmente não representam indivíduos, mas sim bolsas e outras entidades que detêm bitcoins em nome de outros investidores.


No entanto, usando um método de coleta de dados que diferenciava endereços, pesquisadores do NBER conseguiram identificar que intermediários controlavam cerca de 5,5 milhões de bitcoins no final do ano passado, enquanto indivíduos detinham cerca de 8,5 milhões.


Além disso, os 1.000 maiores investidores individuais controlavam cerca de 3 milhões, e a concentração poderia ser ainda maior.


“Essa medida de concentração provavelmente é um eufemismo, pois não podemos descartar que alguns dos maiores endereços são controlados pela mesma entidade”, escreveram os pesquisadores Igor Makarov e Antoinette Schoar.


Por exemplo, os dados não atribuíam a propriedade dos primeiros bitcoins relacionados a cerca de 20.000 endereços a uma pessoa (Satoshi Nakamoto) e os consideravam como pertencentes a 20.000 indivíduos diferentes.


A concentração entre mineradores é ainda maior, mostram os dados. O NBER descobriu que uma fatia de 10% de mineradores controla 90% da capacidade de mineração de bitcoin e apenas 0,1% (cerca de 50 mineradores) respondem por 50% da capacidade de mineração.


Uma concentração tão alta pode tornar a rede de bitcoins vulnerável a um ataque de 51%, em que um conjunto de mineradores ou um minerador é capaz de assumir o controle da maioria da rede.


O NBER revelou que a concentração também diminui após fortes aumentos do preço do bitcoin, o que significa que a probabilidade de a rede ser vulnerável a um ataque de 51% é maior quando o preço da moeda cai muito.


“Nossos resultados sugerem que, apesar da atenção significativa que o bitcoin tem recebido nos últimos anos, o ecossistema do bitcoin ainda é dominado por grandes e concentrados players, sejam grandes mineradores, detentores de bitcoin ou bolsas”, escreveram os pesquisadores.


“Essa concentração inerente torna o bitcoin suscetível ao risco sistêmico e também implica que a maioria dos ganhos com a adoção futura cairá desproporcionalmente para um pequeno conjunto de participantes.”


Fonte: MoneyTimes



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