Principais noticias 26/10/2021

Ibovespa volta a cair após ganhos da véspera com temor sobre inflação; mercado volta a descolar das Bolsas no exterior


O alívio durou pouco e o Ibovespa volta a cair nos negócios desta terça-feira (26), em que as preocupações com inflação e alta de juros volta a pesar sobre as decisões dos investidores. Mais uma vez o mercado acionário brasileiro se descola das Bolsas no exterior, que prometem renovar máximas históricas nos Estados Unidos com balanços corporativos melhores que o esperado. Aqui no Brasil, os primeiros balanços vieram robustos, mas os fundamentos das companhias não têm sido o suficiente para melhorar o desempenho do Ibovespa.


Ontem o índice foi apoiado pelas ações da Petrobras (PETR3;PETR4), maior volume de negócios e maior alta do dia, com a notícia de que o governo estaria avaliando um projeto de lei para privatizar a petrolífera. Hoje, porém, o tema fica nebuloso com a própria companhia comunicando ao mercado que pediu mais explicações ao governo sobre esse projeto de lei. Os investidores estarão atentos à fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, que participa à tarde de coletiva sobre a arrecadação de impostos do governo.


Os combustíveis ficaram mais caros nas refinarias, os caminhoneiros voltam a fazer ameaça de greve e a inflação continua em disparada. O IPCA-15, prévia do Índice de Preços ao Consumidor referente ao mês de outubro, veio com variação positiva de 1,2% em relação a setembro, enquanto os economistas esperavam avanço de 0,97%. A prévia da inflação de outubro é a maior para o mês desde 1995. No ano, o IPCA acumula alta de 8,3%; em 12 meses, de 10,34%.


Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, diz que o mercado já esperava que o IPCA fosse puxado por transportes, combustíveis e energia elétrica. Porém, a participação do setor aéreo na alta do índice, com as passagens ficando em média 30% mais caras, foi uma surpresa.


Cruz afirma que o IPCA-15 coloca mais uma pressão no Banco Central. Hoje começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e, segundo o estrategista, o indicador de hoje aumenta as apostas num ajuste de 1,5 ponto percentual da Selic (taxa básica de juros). “Difícil acreditar que o Banco Central vai ter comunicação boa o suficiente para entregar uma alta menor que 1,5 ponto sem trazer stress para o mercado”, afirma Cruz.

“A conjunção de de inflação persistente com alteração do regime fiscal (fim do teto dos gastos) irá forçar o Copom a subir a Selic mais fortemente que o esperado”, endossa André Perfeito, economista da Necton.


O indicador do mercado de trabalho, por sua vez, pior do que o esperado. Dados do Caged apontam criação de 313.902 postos de trabalho em setembro, enquanto os economistas esperavam por 367.049 vagas, segundo consenso Refinitiv.

Às 10h11 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 1,2% aos 107.410 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 recuava 1,3% aos 108.170 pontos.


O dólar começou o dia estável e agora ganha fôlego, subindo 0,26% a R$ 5,570 na compra e R$ 5,570 na venda. O dólar futuro para novembro de 2021 tem ligeira alta de 0,06% a R$ 5,565.


No mercado de juros futuros, os contratos voltaram a subir forte após a divulgação do IPCA e a perspectiva de Selic mais alta que o esperado já nesta reunião do Copom. O DI para janeiro de 2023 tinha alta de 25 pontos-base, a 11,41%; DI para janeiro de 2025 operava em alta de 12 pontos-base 11,79%; e o DI para janeiro de 2027 registrava alta de seis pontos-base a 11,89%.


Os futuros das Bolsas em Nova York apontam para mais um dia de ganhos. Dow Jones e SP&500 renovaram máximas históricas e a expectativa é que os balanços das empresas continuem dando fôlego aos negócios, com resultados melhores do que o esperado. O destaque da semana são as big techs, como Microsoft e Alphabet, dona do Google. Ontem, o Facebook reportou lucro líquido de US$ 9,2 bilhões.


O Dow Jones futuro sobe 0,31%; o S&P Futuro avança 0,38%; e o Nasdaq futuro tem variação positiva de 0,56%.


O Stoxx 600, índice que mede o desempenho de companhias europeias em 17 setores, avança 0,57% e opera próximo da maior pontuação da história, impulsionado por Wall Street e balanços positivos das empresas da região.


No Reino Unido, as vendas do varejo vieram mais forte que o esperado em outubro, porém os estoques são os mais baixos desde 1985. Ainda que a notícia não tenha impactado diretamente o mercado de ações europeu, é mais uma amostra do problema na cadeia de abastecimento global.


Os preços do petróleo operam novamente em alta alta. O Brent para dezembro de 2021 avança 0,28% a US$ 86,23 o barril. O WTI, no mesmo vencimento, sobe 0,42% a US$ 84,11 por barril. A cotação do minério de ferro voltou a subir e avançou 2,77% em Qingdao, na China, acima de US$ 122.


As Bolsas asiáticas fecharam em alta, na sua maioria, em parte influenciadas pelo bom desempenho do mercado americano. Porém, as preocupações sobre o setor imobiliário chinês seguem no radar. Além do Evergrande Group, outras incorporadoras têm apresentado problemas financeiros e desta vez foi a Modern Land que deixou de honrar compromissos de dívidas.


O Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Sul cresceu 0,3% no terceiro trimestre deste ano, no ritmo mais lento dos cinco trimestres. O desempenho veio pior do que o esperado, com retração no consumo privado, investimentos em construção e instalações.


Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 1,77%; em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,36%; a Bolsa de Xangai recuou 0,34% e o Kospi, índice da Bolsa coreana, avançou 0,94%, mesmo com o PIB mais fraco que o esperado.


Fonte: InfoMoney


Bitcoin estabiliza, Tesla considera criptoativos dinheiro e mais assuntos que vão movimentar o mercado de criptos hoje


Mastercard também anunciou planos para lançar um novo pacote de serviços de criptomoedas para bancos, fintechs e lojistas

O Bitcoin (BTC) amanhece estável após uma segunda-feira (25) de recuperação das liquidações durante o fim de semana que levaram os preços para uma mínima de cerca de US$ 59.500, aproximadamente 11% a menos que o novo topo histórico de US$ 67 mil atingido na semana passada.


Apesar do recuo, a criptomoeda segue com ganhos acima de 40% nos últimos 30 dias, apoiada pela corrida de fundos em busca de proteção contra inflação, em alternativa ao ouro, e à demanda sem precedentes pelo ETF BITO, da ProShares, que estreou na bolsa de Nova York com recorde de US$ 1 bilhão capitado em dois dias.


Às 7h32, o Bitcoin era negociado a US$ 62.980, em leve alta de 0,2% no dia. Já o Ethereum (ETH) subia 2,1%, para US$ 4.229, e a Cardano (ADA) avançava 2,1%, para US$ 2,19. Solana (SOL), que acumula mais de 30% de alta na semana e vem de nova máxima histórica de US$ 219 na segunda, segue operando em alta de 1,6%, para US$ 210,96.


Considerando o ranking das 100 maiores criptos por capitalização de mercado, a que mais sobe no dia com ganhos de mais de 40% é a Secret (SCRT), que alimenta um protocolo descentralizado que promete conferir privacidade a qualquer dado utilizado para criar contratos inteligentes.


Na ponta negativa, o pior desempenho das últimas 24 horas fica por conta da OKB (OKB), moeda digital da exchange OKEx. Apesar do recuo momentâneo, o token da corretora ainda acumula alta de mais de 50% na semana.


Embora o bom momento do Bitcoin tenha sido alimentado pelo alto ritmo de compra do ETF de futuros de Bitcoin, a Grayscale informa que a procura pelo seu fundo de BTC foi ainda maior no mesmo período. Enquanto isso, a Tesla diz que moedas digitais podem ser alternativa ao dinheiro, e a Mastercard promete liberar serviços de cripto para qualquer banco e fintech.


Fonte: InfoMoney


Dólar esboça alta com mercado atento a Brasília e inflação em alta





O dólar ensaiava alta em comparação ao real nesta terça-feira, com investidores analisando o combo local de indicadores econômicos e atentos à tomada de fôlego da moeda norte-americana no exterior.


O mercado mantinha ainda os olhares voltados para Brasília após a enxurrada na véspera de piora nas revisões para a economia brasileira, na esteira da deterioração na percepção de risco às contas públicas após o governo confirmar planos de romper o teto de gastos.


O dólar à vista subia 0,35%, a 5,5717 reais, às 9h48. Na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento ganhava 0,24%, a 5,5755 reais.


No exterior, as moedas emergentes reduziam os ganhos para 0,17% ante o dólar, enquanto a divisa norte-americana zerou as perdas contra rivais de países ricos.


O mercado de câmbio doméstico tem acompanhado com atenção os acontecimentos em torno da política monetária, com instituições financeiras turbinando apostas para o aumento de juros conforme a inflação acelera.


O IBGE informou nesta manhã que o IPCA-15 (tido como prévia da inflação medida pelo IPCA) registrou a maior alta para outubro desde 1995.


Com isso, o mercado de juros voltava a sentir forte pressão, com as taxas de curto prazo –mais reativas às expectativas para as decisões da Selic– em disparada de quase 40 pontos-base.


Contratos futuros na B3 apontavam juro médio de quase 10% já no começo de 2022, bem acima dos 6,25% de agora.


Na esteira dos mesmos motivos, a taxa embutida em contratos de câmbio a termo do real para um ano fechou na véspera acima de 10% ao ano pela primeira vez desde janeiro de 2017.


Esse juro é uma medida do retorno oferecido pelo real, e seu aumento pode oferecer algum colchão à moeda brasileira, que ainda é vista sob forte pressão do lado político-fiscal, agravada pelo risco de um delta ainda mais negativo de crescimento econômico na passagem de 2021 para 2022.


“A pressão sobre o real vai aumentar ainda mais em 2022, quando as condições financeiras ficarem mais restritivas e se o governo e o Congresso relaxarem a consolidação fiscal de olho nas eleições”, disseram estrategistas do Société Générale em relatório.


Ao longo da segunda-feira, várias casas de análise revisaram para cima estimativas para o dólar. O Bank of America, por exemplo, passou a enxergar a moeda em 5,70 reais ao fim de 2022.


Fonte: MoneyTimes

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