Principais noticias 24/09/21

Criptomoedas caem após nova proibição da China, mas analistas veem impacto reduzido desta vez





Analistas avaliam que com menos posições alavancadas e com uma notícia que não chega a ser novidade, pressão não deve durar muito


Após alguns dias tentando se recuperar do choque de segunda-feira por conta da crise da imobiliária Evergrande, o mercado de criptomoedas voltou a sofrer um baque nesta sexta-feira (24) após o governo da China declarar que todas as transações com moedas digitais são ilegais e devem ser proibidas.


Segundo o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês), todas as criptomoedas, incluindo Bitcoin (BTC) e a stablecoin Tether (USDT), não são moedas fiduciárias e não podem circular no mercado.


O BC chinês foi além e determinou que todas as transações com criptoativos, incluindo serviços prestados por exchanges de fora da China passam a ser consideradas atividades ilícitas se realizadas por cidadãos chineses. Os funcionários dessas corretoras poderão ser investigados.



Além disso, empresas de varejo eletrônico como Alibaba não poderão prestar nenhum serviço relacionado a essas moedas. Na prática, isso quer dizer que nenhum dos 1,4 bilhão de habitantes do país asiático poderá, legalmente, negociar criptomoedas, ainda que faça isso em exchanges de outros países.


Dez agências, incluindo banco central, reguladores bancários, de valores mobiliários e de câmbio, prometeram trabalhar juntas para erradicar a atividade “ilegal” de criptomoeda, a primeira vez que as agências uniram forças para proibir explicitamente todas as atividades com criptomoedas.


A notícia levou a uma nova queda generalizada dos preços, com o Bitcoin caindo abaixo de US$ 42 mil, após chegar a tocar na marca de US$ 45 mil durante a madrugada. Por volta das 11h50 (horário de Brasília), a maior moeda digital do mundo recuava 3,5% no acumulado de 24 horas, cotada a US$ 42.536.

O Ethereum (ETH) e a Binance Coin (BNB) sofrem um impacto maior, perdendo cerca de 7% de valor, cotadas respectivamente a US$ 2.916 e US$ 354.

Dentre as 10 maiores criptomoedas em valor de mercado, o melhor desempenho no fim desta manhã era da Cardano (ADA), que opera praticamente estável, cotada a US$ 2,24.


Impacto negativo não deve dura



Analistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que essa notícia não chega a ser uma “bomba” no mercado, já que nos últimos anos tem sido comum a China anunciar algum tipo de banimento ou ação contra o mercado de moedas digitais. Mesmo assim, a notícia de hoje foi o sinal mais claro que o país já deu de sua determinação em reprimir o setor.

“Já não causa surpresa as restrições impostas ao mercado, mas acaba aumentando o ruído em um momento de maior aversão ao risco”, afirma Safiri Félix, diretor de produtos e parcerias da Transfero.


Vale lembrar que na última segunda, todas as criptomoedas sofreram com quedas que chegaram a superar dois dígitos, acompanhando o mercado tradicional, com o choque da Evergrande na China. E mesmo com a recuperação nos últimos dias, a visão é que o mercado segue sensível e com um nível maior de aversão ao risco.

Félix destaca também que havia um nível bem menor de alavancagem no mercado quando a notícia saiu, diferente do que ocorreu em maio, por exemplo, quando a China baniu mineradores do país, derrubando os preços das criptomoedas. “Por isso eu não acredito em uma correção muito drástica agora”, afirma.


Fonte: InfoMoney


Bastidores de Brasília: A carta na manga de Guedes para passar a PEC dos Precatórios


O ministro da Economia, Paulo Guedes, considera ter uma carta na manga para assegurar a aprovação da PEC dos precatórios no Congresso.

Ele tem dito a interlocutores que o texto vai permitir resolver mais rapidamente a vida de governadores que têm valores de ações judiciais a receber. A PEC permite aos estados usar precatórios para abater dívidas com a União.

É bem verdade que, sem PEC, o governo federal terá que honrar todas as despesas de precatórios previstas para 2022. Mas aí o pagamento pode ser feito apenas no final do próximo ano — o que não interessa a ninguém.