Principais noticias 22/10/2021

Ibovespa futuro repercute debandada ministerial e registra queda; dólar volta a subir, a R$ 5,70



O Ibovespa futuro opera em queda indicando a continuidade da aversão ao risco do mercado na sessão de hoje (22). Nas últimas 24 horas, a percepção de riscos fiscais aumentou consideravelmente, elevando o sentimento de aversão ao risco entre os investidores. A Câmara dos deputados vai decidir sobre a regra de correção de teto dos gastos, aprovada ontem na comissão especial da PEC dos Precatórios.


Com as articulações para que o teto do orçamento acomode o Auxílio Brasil, benefício que não deve sair por menos de R$ 400 por família, houve uma debandada de secretários do Ministério da Economia. O cenário fiscal fica ainda mais nebuloso com um possível auxílio, também de R$ 400 para os caminhoneiros.


Após a queda de 2,75% do Ibovespa na véspera, o MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros tem uma nova sessão de queda, de mais de 1%, após ter caído 4,8% na quinta.


Às 9h13 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 recuava 0,72% aos 107.870 pontos.


O dólar comercial abriu em alta e sobe mais 0,62% a R$ 5,702 na compra e R$ 5,703 na venda. O dólar futuro para novembro de 2021 avança 0,75% a R$ 5,709.


Os juros futuros, que ontem dispararam no after market com as declarações de Guedes, começam o dia em alta expressiva. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 tinha alta de 28 pontos-base, a 10,44%; DI para janeiro de 2025 subia 34 pontos-base a 11,48%; e o DI para janeiro de 2027 registrava alta de 41 pontos-base, a 11,88%.


Correção no teto dos gastos

A comissão especial que analisa a PEC dos precatórios concluiu na noite da véspera a votação do texto que adia o pagamento de parte das dívidas judiciais do governo e altera a regra de correção do teto de gastos. Combinadas, as mudanças vão abrir R$ 83,6 bilhões no teto em 2022, segundo cálculos do governo, segundo o Broadcast. O governo Jair Bolsonaro terá esse espaço à disposição no ano em que o presidente buscará a reeleição.


A votação dos destaques não resultou em nenhuma nova alteração no texto, que deve ir a plenário na semana que vem. Ao final da sessão, o relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a decisão de mexer nas regras para assegurar um pagamento de R$ 400 até dezembro de 2022 a 17 milhões de famílias do Auxílio Brasil é política.


À noite, em live, Jair Bolsonaro afirmou que o mercado fica “nervosinho” com as medidas anunciadas por ele. “Se vocês explodirem a economia do Brasil, mercado (sic), vão ficar prejudicados também”, declarou ainda o chefe do Executivo em transmissão ao vivo nas redes sociais.


Auxílio diesel

Os investidores também repercutiram o anúncio de Bolsonaro sobre o auxílio aos caminhoneiros. Contudo, a categoria não viu com bons olhos a medida. Corre nos bastidores do Palácio do Planalto que o valor dos repasses atingiria os R$ 400, o mesmo do Auxílio Brasil, o novo programa social que substituirá o Bolsa Família.


“A categoria está, em massa, repudiando essa fala dele. A gente não quer migalhas e não está mendigando nada”, disse José Roberto Stringasci, por telefone, ao InfoMoney. Stringasci é o atual presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), uma das entidades que representam os caminhoneiros autônomos do país.


Debandada na Economia

Após a mudança no teto de gastos, o ministério da Economia sofreu uma debandada. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao ministro Paulo Guedes.


Adicionalmente, pediram demissão de seus cargos a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também alegando “razões pessoais”.


O Ministério da Economia esclareceu que “os secretários vão aguardar as indicações do ministro para substituí-los e fazer uma transição adequada dos cargos. Eles continuam despachando com o ministro nesse período”.


Mercados internacionais

Os índices futuros apontam para mais um dia de ganhos nas Bolsas em Nova York. Ontem, o S&P 500 renovou máxima histórica, enquanto a safra de balanços corporativos continua trazendo resultados melhores que o esperado. Entre 101 empresas do S&P 500 que já divulgaram resultados até agora, 82,6% superaram as expectativas, de acordo com dados da FactSet.


O índice Dow Jones futuro avança 0,22%; os futuros do S&P 500 sobem 0,11% e o Nasdaq futuro cai 0,17%.


Reportagens informaram que a incorporadora chinesa Evergrande deve pagar até sábado dívidas que tinham vencido em setembro, uma informação que animou os mercados. Os papéis da empresa avançaram 4,26% em Hong Kong.


Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tem alta de 0,74% em meio às notícias positivas sobre a Evergrande.


No Reino Unido, no entanto, a pesquisa GfK de confiança do consumidor relativa a outubro indica o pior resultado desde fevereiro, em meio a temores sobre a alta dos preços de energia e de novos casos de Covid, que levantam dúvidas sobre a recuperação da economia. A GfK também indica que mais britânicos acreditam que a inflação irá se acelerar nos próximos 12 meses.


Além disso, o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) composto, que inclui tanto serviços quanto manufatura, marca 54,3 pontos, abaixo dos 56,2 registrados em setembro, em meio à alta dos preços e à expectativa de inflação. Na Alemanha, a Reuters reportou queos três principais partidos mantêm conversas para que o líder do Partido Social Democrata (SPD em alemão), Olaf Scholz, seja eleito chanceler em dezembro, encerrando com décadas de domínio da conservadora União Democrática Cristã (CDU).


Os preços do barril de petróleo avançam, e os do minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian recuaram.


Fonte: InfoMoney


Bitcoin suaviza queda, ETF esgota contratos e mais assuntos que vão movimentar o mercado de criptos hoje


O Bitcoin (BTC) respira nesta manhã após correção de mais de 5% na tarde de ontem estabiliza ao redor dos US$ 63.300 hoje. Embora tenha caído momentaneamente para US$ 62 mil, o valor mínimo não chegou a ultrapassar os preços da última terça-feira (19), data de estreia do primeiro ETF da criptomoeda nos Estados Unidos.


O piso de US$ 62 mil é visto com otimismo por especialistas, que seguem enxergando possibilidade de altas mais agudas do ativo digital neste ano. Segundo analistas ouvidos pelo InfoMoney, o cenário que coloca o Bitcoin a US$ 100 mil ainda está na mesa.


Parte da empolgação vem da postura dos reguladores americanos em finalmente aceitar um produto de Bitcoin, além dos movimentos de grandes fundos em direção à criptomoeda como alternativa ao ouro para obter proteção contra a inflação.


Os números de adoção também são animadores. O ETF da ProShares que chegou à bolsa de Nova York nesta semana foi o mais rápido da história a bater US$ 1 bilhão em ativos sob gestão. A demanda é tão grande que o fundo está quase ficando sem contratos futuros para vender.


Considerando as 100 maiores criptomoedas do mercado por capitalização, o destaque do dia vai para a THORChain (RUNE), uma smartcoin que sofreu em 2021 com diversos ataques hackers, mas se recupera e registra ganhos de 20% apenas nas últimas 24 horas.


Já o Ethereum (ETH) opera em baixa de 3,5%, mas ainda acima do patamar de US$ 4.100, e a Solana (SOL) segue em disparada e avança mais 7,4%, para US$ 205.


Fonte: InfoMoney

4 visualizações0 comentário