Principais noticias 18/10/2021

Ibovespa cai mais de 1% em dia de mau humor externo e piora nas projeções para PIB e inflação no Brasil; dólar sobe



Após uma semana de ganhos para as bolsas globais na esteira de um início positivo para a temporada de resultados corporativos nos EUA, mercados iniciam o pregão desta segunda-feira (18) mais cautelosos, com abertura em queda do Ibovespa. Pressionam os ativos de risco as maiores preocupações com relação à inflação global e um Produto Interno Bruto (PIB) da China abaixo do esperado.


No Brasil, as atenções recaem sobre soluções para a criação do Auxílio Brasil. João Roma, ministro da Cidadania, disse em entrevista à TV Brasil que o Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família em novembro, deve beneficiar perto de 17 milhões de pessoas, e ficar na média em R$ 300 ao mês. Os dois números são maiores do que o programa atual, que atende 14,6 milhões de pessoas, com pagamento mensal de R$ 190 na média.


Ainda no radar, os caminhoneiros estão ameaçando, mais uma vez, paralisar o país. A categoria se diz em “estado de greve” desde o último sábado e, durante o fim de semana, líderes de entidades do setor fizeram críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, as associações prometem entregar uma lista de reivindicações para o governo.


Segundo as entidades, sinalizações positivas são necessárias para evitar paralisação nacional a partir de 1º de novembro. O governo, porém, minimiza a mobilização.


No relatório Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, os economistas reduziram as expectativas para a atividade econômica brasileira e agora esperam expansão de 5,01% do PIB este ano, ante projeção de crescimento de 5,04% na semana passada. Para 2022, as estimativas também tiveram piora e agora apontam para expansão de 1,50% do PIB, ante 1,54% no levantamento anterior.


Houve ainda revisão para cima nas projeções para a inflação este ano, pela 28ª semana consecutiva, e em 2022, pela 13ª semana. Agora, os economistas estimam alta de 8,69% do IPCA este ano (acima dos 8,59% estimados anteriormente) e inflação de 4,18% no próximo ano, também acima dos 4,17% previstos na semana passada.


As estimativas para o dólar se mantiveram em R$ 5,25 em 2021, mesma projeção para 2022. E, por fim, a projeção para a taxa básica de juros, Selic, manteve-se em 8,25% ao ano para 2021 e em 8,75% ao ano, para 2022.


O Ibovespa abriu em queda nesta segunda, e operava em baixa de 1% por volta das 10h10 (horário de Brasília), aos 113.439 pontos.


O dólar comercial operava em alta, de 1,15%, a R$ 5,517 na compra e na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021, por sua vez, subia cerca de 1% a R$ 5,528. Nesta manhã, o Banco Central faz um novo leilão de swap extra, com oferta de até 10 mil contratos, no valor de US$ 500 milhões.


No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 subia três pontos-base, a 9,35%; DI para janeiro de 2025 também tinha alta de sete pontos-base, a 10,31%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação positiva da ordem de sete pontos-base, a 10,69%.

Nos EUA, após um começo de temporada de resultados com dados acima do esperado no terceiro trimestre, grandes empresas como Netflix, Johnson & Johnson, Tesla e United Airlines divulgam seus números trimestrais nesta semana. Nos balanços, investidores se atentam a comentários sobre problemas nas cadeias produtivas e inflação.


Nesta segunda, os índices futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operavam em baixa de até 0,53%, sinalizando uma abertura negativa para as bolsas americanas.


Na Europa, as bolsas também apresentam perdas nesta manhã. O Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países europeus em setores-chave, recuava 0,8%. A Bolsa de Paris (CAC-40) tinha queda de 1% e a de Frankfurt (DAX) caía 0,9%.


As bolsas asiáticas também tiveram em sua maioria quedas na segunda, com investidores reagindo a dados do PIB da China, que cresceu 4,9% no terceiro trimestre, abaixo da expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, de alta de 5,2%. A produção industrial também veio abaixo do esperado, com alta de 3,1% em setembro, frente à expectativa de alta de 4,5%.


Fonte: InfoMoney


NYSE e ProShares confirmam lançamento do primeiro ETF de Bitcoin nos EUA; listagem será na terça-feira


O ETF de futuros de Bitcoin da ProShares será listado na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) na terça-feira (19), confirmaram as empresas ao The New York Times hoje. “2021 será lembrado por este marco”, disse o CEO da gestora, Michael Sapir, ao jornal americano.


A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) não fará um anúncio formal, mas o produto submetido à aprovação ganhará aval automático porque não será efetivamente negado pelos reguladores até o prazo final de avaliação, disse a ProShares. O prazo termina amanhã e a NYSE se prepara para listagem imediata.


O suposto documento da SEC que confirma a aprovação do ETF foi vazado ainda na sexta-feira (15), o que ajudou a alimentar o otimismo do mercado e contribuiu para o preço se manter acima dos US$ 60 mil por quase todo o final de semana. Às 10h45, a criptomoeda era negociada a US$ 61.262,57.


O ETF em questão não investe diretamente em Bitcoin, mas sim em contratos futuros da criptomoeda negociados na bolsa de derivativos de Chicago (CME). Embora desagrade os entusiastas mais puristas, o produto é visto como essencial para trazer uma nova leva de investidores para o ativo, principalmente os institucionais.


Um dos motivos seria a maior flexibilidade e proximidade do ETF ao mercado real em relação a alternativas como o fundo de Bitcoin da Grayscale, que bloqueia a venda da posição por seis meses e provoca um grande deságio em relação ao preço da criptomoeda no mercado à vista.


Os contratos de futuros de Bitcoin negociados em Chicago já têm ampla adesão do capital institucional nos EUA, mas o ETF é visto como um facilitador a mais pois poderia eliminar barreiras para uma nova parcela de potenciais investidores.


A NYSE, no entanto, não descarta a aprovação de um ETF que invista diretamente em Bitcoin em breve. “Este é um passo empolgante, mas não o último”, disse ao The New York Times o chefe de produtos negociados em bolsa da NYSE, Douglas Yones.


Fonte: InfoMoney




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