Principais noticias 15/10/2021

Ibovespa futuro opera entre leves perdas e ganhos e volta a se descolar do exterior; dólar cai


Após fechar em leve queda na véspera, o Ibovespa futuro inicia as negociações desta sexta-feira (15) praticamente estável, entre o desempenho positivo dos mercados internacionais e a preocupação com o ambiente doméstico, principalmente com o cenário fiscal, em meio aos relatos de uma possível extensão do auxílio emergencial.

Nesta sessão, os destaques recaem ainda sobre a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de agosto, considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB) do Banco Central.


Em agosto, o indicador teve queda de 0,15%, resultado pior do que o esperado, segundo consenso Refinitiv, de queda de 0,05% na comparação mensal. Em relação a igual mês de 2020, houve uma alta, de 4,74%.



Atenção ainda para o vencimento de opções sobre ações, que pode adicionar volatilidade para as principais ações do Ibovespa.

O Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 abriu praticamente estável, sendo que às 9h09 (horário de Brasília) tinha variação positiva de 0,06% aos 114.715 pontos.


O dólar comercial opera em queda, de 0,46%, a R$ 5,490 na compra e na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021, por sua vez, recuava 0,57% a R$ 5,497.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 subia quase cinco pontos-base, a 9,18%; DI para janeiro de 2025 subia quatro pontos-base a 10,10%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação positiva da ordem de três pontos-base, a 10,49%.


No exterior, o otimismo é impulsionado pela temporada de balanços corporativos em Wall Street, com a divulgação de resultados de bancos acima das expectativas, que conseguiram animar os investidores em meio às preocupações de aumento da inflação. Na próxima semana, o mercado vai conhecer os números do terceiro trimestre de outros setores, incluindo nomes como Johnson & Johnson, Netflix, Tesla e Intel.


As bolsas americanas também subiram na quinta-feira em meio à primeira queda nos pedidos de seguro-desemprego – foi a primeira vez desde o início da pandemia que o indicador veio abaixo de 300 mil –, e com o índice de preços ao consumidor subindo menos do que o esperado.


Nesta sexta, os índices futuros dos Estados Unidos do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operam em alta de até 0,5%, sinalizando um dia positivo pra as bolsas americanas.

Hoje, os investidores monitoram os dados de vendas no varejo nos EUA, além dos números do Goldman Sachs referentes ao trimestre encerrado em setembro.

Na Europa, as bolsas também apresentam ganhos nesta manhã. O Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países europeus em setores-chave, avançava 0,35%. A Bolsa de Londres (FTSE100) tinha alta de 0,20% e a de Frankfurt (DAX) subia 0,34%.


Na Ásia, as bolsas tiveram em sua maioria altas na sexta, com destaque para a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que avançou 4,71% após divulgar resultados fortes para o terceiro trimestre.


Ainda em destaque na região, o banco central da China rompeu o silêncio sobre a crise da incorporadora Evergrande ao dizer que os riscos para o sistema financeiro decorrentes dos problemas da incorporadora são “controláveis” e improváveis de se espalharem.


Fonte: InfoMoney


Putin indica possível abertura da Rússia a cripto para reduzir dependência do dólar





O presidente russo Vladimir Putin está demonstrando publicamente maior abertura para o papel de cripto no futuro do país, especialmente nos mercados internacionais de energia, dos quais a Rússia depende economicamente.


Em uma entrevista a Hadley Gamble, da CNBC, para a Semana da Energia da Rússia, Putin mencionou a possibilidade de, eventualmente, mudar os contratos ligados ao petróleo, feitos em dólar, para outras moedas, incluindo as criptomoedas.

“Criptomoeda, é claro, pode ser uma unidade [a ser usada], mas não é estável. Para transferir dinheiro de um lugar para o outro – mesmo negociar, ainda mais negociar fontes de energia – é algo ainda prematuro, na minha opinião.”


Com relação especificamente a cripto na negociação de petróleo, o presidente russo reiterou: “Para mim, parece um pouco cedo para falar sobre isso.”


Apesar de não ser uma grande afirmação sobre criptomoedas, nem uma promessa de ação futura, esse ainda é um sinal notável da figura mais poderosa da Rússia. O próprio Putin e o regime sobre o qual ele exerce amplo controle nunca foram, no passado, tão específicos sobre um caso de uso sério para cripto.


Fonte MoneyTimes


BC não alterou sua forma de atuação no câmbio, diz Fernanda Guardado


Após o anúncio de leilões de swap cambial extra nos últimos dois dias, a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, afirmou nesta quinta-feira, 14, que o BC não alterou sua forma de atuação no câmbio e que não pretende alterar o nível do dólar ante o real.


“Não há nenhuma mudança em como o BC atua, o BC nunca almeja mexer no nível que o mercado determina. Mas vamos agir quando vermos fluxos grandes ou o mercado muito irracional, ou pressões que acreditamos que requerem ação do BC.”

Segundo Guardado, o BC foi muito claro na comunicação sobre os leilões relativos ao overhedge. “Fizemos no ano passado e só estamos fazendo antes. Estamos tentando diminuir a incerteza.”


A diretora do BC reconheceu, contudo, que os ativos brasileiros têm sofrido com más notícias recentemente. “Estamos no meio de uma recuperação não usual no mundo, ainda há muitas incertezas. Mas o BC está fazendo o trabalho. Estamos em um ciclo de aperto monetário e pretendemos levar inflação de volta à meta. As reformas estruturais certamente vão ajudar no longo prazo, com a âncora fiscal no lugar”, disse, sobre a “receita” para convergência do real.


Guardado ainda disse que o cenário básico do BC para o fiscal considera o que está escrito no Orçamento e que não é o trabalho do BC fazer projeções fiscais. Mas admitiu que o balanço de riscos considera riscos fiscais e também incertezas na economia global, como sobre o processo de aperto monetário nos países desenvolvidos.

Guardado participou de evento online da XP Investimentos, no âmbito do ciclo de reuniões às margens da Reunião Anual do FMI e do Banco Mundial.


Inflação na meta


A diretora reforçou ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) está focado na convergência da inflação à meta em 2022 e que há conforto e confiança que o ritmo atual de alta de juros, de um ponto porcentual, deve levar a inflação “perto da meta” no ano que vem.


Mas, assim como o diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, não descartou uma mudança no ritmo, considerando que o cenário atual é muito volátil e cheio de incertezas.


“Nós estamos muito confortáveis com o passo que escolhemos. Esse passo, nossas projeções e modelos mostram que chegaremos lá. Vamos levar a inflação para perto da meta no ano que vem. Mas claro que estamos em um cenário ainda de volatilidade e incerteza. Há um trade-off em fazer mais e criar mais volatilidade na economia. Não está fora da mesa. Mas estamos muito confortáveis agora com o passo que escolhemos. Temos muita confiança que nosso passo, nossa ação e nosso ciclo será suficiente”, disse.


Guardado também reforçou que o horizonte relevante de política monetária é móvel e, hoje, abarca 2022 e 2023, mas considerou que isso está sendo interpretado por alguns agentes de mercado como uma “desculpa” para abandonar a meta de 2022.


“O fato de 2023 estar no nosso horizonte relevante não significa que abandonamos 2022. Nem um pouco. Estamos muito focados em 2022, queremos trazer a inflação na meta em 2022”, completou, explicando que uma eventual perda de confiança na ação do BC em trazer a inflação para meta teria custos maiores no longo prazo.


A diretora do BC ainda esclareceu que o BC não vê aumento do grau de inércia, mas avalia que a inércia em 2022 será maior devido à inflação alta em 2021.


Ontem, Kanczuk indicou que os efeitos da pandemia poderiam levar a um aumento da inércia dos preços de serviços. Segundo Guardado, parte da projeção de 3,7% do BC para inflação oficial em 2022, acima do centro da meta de 3,5%, reflete a inércia vinda de 2021, que sofre com choques de alimentos, energia e bens.


Ela também disse que o BC espera que o pico da inflação em 12 meses seja setembro (10,25%) ou outubro e depois comece a acomodar. Segundo Guardado, a inflação tem sido bastante persistente, vindo de itens voláteis, e o BC espera um realinhamento da inflação de serviços e bens em algum momento. “Inflação de serviços deve subir mais rumo a 2022, mas é esperado.”


A diretora do BC ainda considerou que há incerteza sobre a normalização dos problemas na cadeia de suprimentos globais e sobre choques em alimentos e energia, mas que o BC atua para retirar a acomodação da política monetária e evitar efeitos de segunda ordem.


Fonte: InfoMoney



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