Principais noticias 14/10/2021

Ibovespa segue na contramão do exterior e amplia perdas; dólar volta a subir




O Ibovespa chegou a seguir a tendência do pré-mercado no início da sessão desta quinta-feira (14) e abriu os negócios em alta, mas logo zerou os ganhos e ampliou perdas no começo da tarde. Agora o principal índice do mercado brasileiro de ações tem dificuldades para se manter no patamar dos 113 mil pontos.


Lá fora, por sua vez, as Bolsas têm ganhos robustos, impulsionadas por bons indicadores econômicos e resultados trimestrais melhores que o esperado.

Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingiram 293 mil na semana encerrada em 9 de outubro, enquanto a previsão dos analistas era de 319 mil pedidos.


“O número ficou abaixo de 300 mil, o que não acontecia desde março de 2020, quando a pandemia começou. É mais um sinal de que o mercado de trabalho está se recuperando”, afirma Jennie Li, estrategista de ações da XP.


O Índice de Preços ao Produtor (PPI) também veio levemente abaixo do esperado, com alta de 0,5% em setembro frente a agosto e 8,6% no acumulado de 12 meses. Os economistas previam alta mensal de 0,6% e de 8,7% em 12 meses. Após a divulgação do dado, o rendimento dos títulos do Tesouro americano recuaram.


Os números ajudam a mostrar se o aumento dos preços está sendo acompanhando por um aquecimento da atividade econômica e podem indicar também os próximos passos do Federal Reserve, o Banco Central americano.


Atualmente, o Fed tem desembolsado cerca de US$ 120 bilhões por mês em compras de títulos públicos e hipotecários com o objetivo de estimular a economia americana. Além disso, mantém a taxa de juros do país numa faixa próxima de zero (entre 0% e 0,25%). Ontem, porém, a ata da última reunião do Fomc (o Copom do Banco Central dos EUA), indicou que a retirada desses estímulos pode ter início já a partir do mês que vem.


Aqui no Brasil, o IBGE informou que o volume de serviços no mês de agosto avançou 0,5% em agosto frente a julho. Na comparação anual, a alta foi de 16,7%, acima das expectativas.


É um dado positivo, já que o setor responde a mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. É também um alento, já que os últimos números de produção industrial e do varejo decepcionaram.


Às 13h04 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,53% aos 112.853 pontos. O índice futuro, com vencimento em dezembro de 2021, recuava 0,33% aos 113.990 pontos.

O dólar comercial, por sua vez, diminuía as perdas e operava próximo da estabilidade, com ligeira alta de 0,1%%, a R$ 5,514 na compra e R$ 5,515 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021 recuava 0,03% a R$ 5,528. O Banco Central fez um leilão extra de swap cambial na manhã de hoje, com oferta de 20 mil contratos, totalizando US$ 1 bilhão. Ontem, o BC fez um leilão parecido, de última hora, e conseguiu tirar o dólar das máximas em seis meses.


No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 avançava nove pontos-base, a 9,14%; DI para janeiro de 2025 sobe cinco pontos-base a 10,06%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação positiva de dois pontos-base a 10,46%.


Nos Estados Unidos, segue a temporada de divulgação de resultado dos bancos no terceiro trimestre. Bank of America, Morgan Stanley e Wells Fargo apresentaram balanços melhores que o esperado agora de manhã.


Os índices em Nova York repercutem os últimos resultados dos bancos e avançam forte. O Dow Jones sobe 1,5%; o S&P 500 avançava 1,59% e o Nasdaq tinha alta de 1,69%.


Os preços do petróleo seguem em alta, com a queda maior que o esperado dos estoques de combustíveis nos Estados Unidos. O Brent negociado para dezembro de 2021 tinha alta de 0,6%, a US$ 83,68 o barril. O WTI, para novembro de 2021, avançava 0,58% a US$ 80,90 o barril. O minério de ferro em Qingdao teve alta de 1,4%, a US$ 125,91 por tonelada.


Na Europa, as Bolsas fecharam em alta. O Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países europeus em setores-chave, avançou 1,2%. A Bolsa de Londres (FTSE100) subiu 0,92% e a de Frankfurt (DAX) subiu 1,4%.


Na China, a inflação ao consumidor (CPI) avançou 0,7% em setembro, abaixo da expectativa de 0,9%. Já os preços ao produtor (PPI) no mesmo período subiram 10,7%, acima das projeções de 10,4%. A diferença entre os dois índices é a maior desde 1993. O governador do Banco Popular da China, Yi Gang, afirmou na quarta que avalia que a inflação é moderada de forma geral.


As bolsas asiáticas fecharam a quinta-feira em altas, em sua maioria.


Fonte: InfoMoney


Banco da Inglaterra diz que regulamentar cripto é “urgente” para estabilidade financeira


O estreitamento de laços entre os mercados de finanças tradicionais e o de criptomoedas significa que reguladoras em todo o mundo não conseguem parar de falar sobre cripto.


Hoje (13), Jon Cunliffe, vice-diretor de estabilidade financeira do Banco da Inglaterra, falou sobre os riscos que cripto impõe ao sistema financeiro, especialmente stablecoins, finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês) e negociação de derivativos de ativos digitais sem reserva.


Embora Cunliffe tenha apontado repetidamente que mercados de criptomoedas permanecem pequenos, ele também destacou que os riscos que eles representam dependem do “nível de interconexão entre cripto e o setor financeiro convencional”. Esse nível de interconexão tem aumentado.


De acordo com o vice-diretor, o ritmo da regulamentação não está acompanhando o mercado cripto, especialmente no que diz respeito à proporção dos desenvolvimentos da indústria cripto. Agilizar a regulamentação, disse ele, precisa ser algo tido como uma questão de urgência.


Cunliffe explicou:


Atualmente, os riscos à estabilidade financeira estão relativamente limitados, mas eles podem crescer rapidamente, se, como eu espero, essa área continuar a se desenvolver e expandir com certo ritmo.


O tamanho que esses riscos podem tomar dependerá da natureza e da velocidade de resposta pelas autoridades de regulamentação e supervisão.

O Banco da Inglaterra tem se envolvido com regulamentação cripto há algum tempo, especialmente em sua responsabilidade enquanto autoridade monetária, além de estar desenvolvendo uma libra digital.


Juntamente com Katharine Braddick, do Tesouro Britânico, Cunliffe lidera uma força-tarefa conjunta das duas reguladoras britânicas com foco em moedas digitais.


Fonte: CryptoTimes


Dados mostram que EUA lidera taxa de hashes do bitcoin com 35% do mercado


Dados recentes compilados pelo Centro para Finanças Alternativas de Cambridge (CCAF) sugerem que os Estados Unidos substituíram a China como o país com a maior porcentagem de taxa de hashes do bitcoin (BTC).


O CCAF estima que os Estados Unidos são responsáveis por 35,4% da atividade de mineração da criptomoeda, com base na análise de 44% da taxa de hashes do mercado.

O mapa de mineração do CCAF de agosto mostra que as empresas de mineração de bitcoin nos Estados Unidos tinham um total de 42,7 exahashes por segundo (EH/s) de taxa de hashes, seguidos pelo Cazaquistão, Rússia e Canadá.


Isso aconteceu devido à maior aquisição de novos equipamentos pelas empresas e a consequente expansão de suas operações – impulsionadas pela oportunidade de mercado, após as proibições chinesas para a mineração cripto e o aumento do preço do bitcoin.


Enquanto isso, a participação conjunta de empresas americanas de mineração de bitcoin aumentou para 35% durante o terceiro trimestre, sendo que, em maio, essa porcentagem era de 17%.


Isso aconteceu devido à queda na competição das operações de mineração de bitcoin na China, após o governo ter proibido o setor no país.


Quem se beneficiou das decisões do governo chinês foram as grandes companhias de mineração de bitcoin.


Durante o terceiro trimestre deste ano, sete empresas de capital aberto dos Estados Unidos mineraram sozinhas cerca de 7,5% das recompensas de bloco do bitcoin. No mês passado, essas empresas tinham, juntas, mais de 200 mil BTC.


Porém, os Estados Unidos não são os únicos que saíram ganhando com a queda das operações de mineração de bitcoin na China.


Taxa de hashes também aumenta em outros países


A taxa de hashes impulsionada por empresas no Cazaquistão também dobrou desde o segundo trimestre deste ano, para quase 22 EH/s em agosto, representando uma participação de 18,1%.


Após as proibições chinesas, o Cazaquistão se tornou um dos destinos preferidos para mineradoras chinesas que quiseram realocar suas operações.


As operações de mineração de bitcoin na Rússia e no Canadá estão em uma disputa acirrada pelo terceiro lugar, com 11,2% e 9,6%, respectivamente.


A fornecedora de colocações de mineração russa BitRiver disse que assinou, nos últimos meses, acordos com clientes chineses para mais de 100 megawatts (MW) de capacidade.


A fonte de dados do CCAF veio de informações sobre mineração fornecidas por quatro pools de mineração de bitcoin: BTC.com, Poolin, ViaBTC e Foundry USA.


Neste momento, a taxa de hashes conectada em tempo real a esses quatro pools somam 62 EH/s, o que equivale a cerca de 44% do poder total de hashes da rede Bitcoin.


O CCAF divulgou os dados de seu mapa de mineração, pela primeira vez, em abril de 2020.


O Centro atualizou o mapa em julho do ano passado e, desde então, tem divulgado dados mensais, assim como os de abril deste ano, os quais indicavam que a dominância da China sobre a taxa de hashes do bitcoin já estava em declínio.


Porém, os dados não captaram as mudanças no mercado após as repressões chinesas no terceiro trimestre.


No entanto, há margem para erro. Conforme o Centro divulgou em sua metodologia, o uso de redes virtuais privadas por clientes mineradores individuais pode mascarar seus locais reais.


“Esse comportamento pode distorcer a amostra e resultar em uma superestimação (ou subestimação) da taxa de hashes em algumas províncias ou países”, indicou o CCAF.


Fonte: CryptoTimes


2 visualizações0 comentário