Principais noticias 07/10/2021

Ibovespa opera entre perdas e ganhos apesar de bom humor no exterior; dólar avança



O Ibovespa começou a sessão desta quinta-feira com ganhos moderados, acompanhando um momento de alívio nos mercados internacionais, mas reduziu ganhos já na primeira hora de negociações, com forte oscilação. Lá fora, investidores aproveitam a agenda de poucos indicadores para repercutir notícias positivas da véspera, como um possível acordo no Congresso dos Estados Unidos para ampliar o teto de gastos públicos até o final do ano. Os preços das matérias-primas do segmento de energia também recuam no exterior.


Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos atingiram 326 mil na semana encerrada em 2 de outubro. O número veio melhor que o projetado pelos analistas, que previam 348 mil pedidos. O mercado agora se prepara para o dado que é considerado o mais importante da semana e vai sair amanhã: o payroll, que mostra a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos e a taxa de desemprego do país. As expectativas são positivas e foram reforçadas com a notícia de que o setor privado do país criou 568 mil empregos em setembro, acima das previsões dos analistas.


Ontem os mercados inverteram sinal nas últimas horas de negociações, com uma possível resolução temporária para o problema fiscal nos Estados Unidos. Republicanos acenam aos democratas a possibilidade de um acordo para suspender o teto de gastos públicos até o final do ano, já que o Tesouro americano sinalizando para o risco de default caso o limite do orçamento seja mantido. Novidades sobre esse assunto devem impactar os mercados ao longo da sessão.

Às 10h55 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em ligeira alta de 0,17% aos 110.750 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em outubro de 2021 avançava 0,02%%, aos 110.740.


O dólar comercial volta a subir e avança 0,63% a R$ 5,520 na compra e R$ 5,521 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021 avança 0,44% a R$ 5,542.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 avança dois pontos-base a 7,25%; DI para janeiro de 2023 sobe quatro pontos-base, a 9,13%; DI para janeiro de 2025 sobe seis pontos-base a 10,18%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação positiva de sete pontos-base a 10,59%.


Ontem, os juros DI despencaram após dados ruins da economia brasileira: produção industrial e vendas do varejo vieram abaixo das projeções, mostrando atividade retraída, enquanto a inflação continua em alta. Ontem, analistas comentaram que, diante desse cenário, o Banco Central poderia adotar uma política menos rígida em relação aos juros daqui para frente.


A XP, no entanto, acha que os indicadores não são suficientes para inverter a tendência de alta da Selic. “Mesmo com dados locais piores tendo reflexo sobre estimativa do PIB, ainda não são suficientes para aliviar as apostas de alta na taxa Selic, dado o cenário fiscal ainda delicado”, aponta relatório divulgado nesta manhã.


O relator da PEC dos precatórios, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentou nesta manhã o seu parecer sobre a matéria em comissão especial na Câmara. A Advocacia-Geral da União (AGU) também informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Jair Bolsonaro tem interesse em depor presencialmente no inquérito que investiga se ele interferiu nos trabalhos da Polícia Federal. O gesto é visto como melhora no cenário de atritos entre os três poderes.

Em Nova York, os índices futuros abriram em alta e com ganhos sólidos. Às 10h58 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro avançava 1,31%; o S&P 500 futuro subia 1,24% e o Nasdaq futuro tinha variação positiva de 1,32%.


Os preços das matérias-primas do segmento de energia no mercado internacional dão uma trégua e voltam a recuar nesta quinta-feira. O presidente russo Vladimir Putin disse que a avalia ampliar o envio de gás natural para a Europa através da Ucrânia. Os Estados Unidos também estudam liberar reservas estratégicas de petróleo, para frear a escalada de preço do combustível.


O barril do Brent para dezembro de 2021 recuava 0,54% a US$ 80,64, enquanto o WTI para novembro de 2021 caia 0,83% a US$ 76,79.

Na Europa, as Bolsas se recuperam do tombo de ontem. Por fecharem mais cedo, os índices não acompanharam a virada em Nova York, após sinalização de acordo no Congresso americano sobre o teto dos gastos.


Às 10h (horário de Brasília), o Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países europeus em setores-chave subia 1,37%. A Bolsa de Londres (FTSE100) tinha variação positiva de 1,19% e a de Frankfurt (DAX) operava em alta de 1,4%.


As bolsas asiáticas também fecharam em forte alta, com destaque para o índice Hang Seng, em Hong Kong, que avançou 3,07%, impulsionado pelos papéis das gigantes de tecnologia. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,76%; no Japão, o Nikkei teve alta de 0,54%. Na China continental, as bolsas continuaram fechadas na quinta por conta de feriados.


Radar corporativo


PetroRio (PRIO3)

Segundo informações da Reuters, a Petrobras escolheu o consórcio da PetroRio e Cobra, subsidiária da francesa Vinci, como licitante do campo petrolífero offshore de Albacora.


Em nota ao mercado nesta quinta-feira, a PetroRio informou que, até o momento, o consórcio não recebeu notificação formal da Petrobras sobre o assunto.


Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter comunicou nesta quinta-feira que foram concluídos e aprovados pelo seu conselho de administração os estudos da reorganização societária do banco digital, que entre outras mudanças, resultará na listagem de suas ações nos Estados Unidos.


Rede D’Or (RDOR3)

O braço financeiro do grupo hospitalar Rede D’Or abriu a recompra de até US$ 135 milhões em bônus, segundo publicado na Bolsa de Luxemburgo nesta quarta-feira. A oferta ficará aberta até 3 de novembro.


Raízen (RAIZ4)

A Raízen anunciou a aquisição de ativos de geração de energia do Grupo Gera, que atua com projetos de geração distribuída no Brasil, em movimento para ampliar o portfólio em renováveis.


O acordo, que foi fechado por cerca de R$ 318 milhões, também inclui a criação de joint venture da Raízen com o Gera na área de desenvolvimento de novos ativos de energia e também em soluções e inovações. Com a aquisição, a gigante do setor de açúcar e etanol incorpora 350 MW de geração distribuída à sua capacidade de 1,3 GW, que hoje é predominantemente a partir de cogeração de energia de biomassa de cana-de-açúcar.


Saraiva (SLED3;SLED4)

A Saraiva informou ter recebido ofício da B3 para que tome “medidas cabíveis” de forma para que a ação volte para um valor acima de R$ 1. A Bolsa determina que nenhuma ação pode passar mais de 30 pregões consecutivos cotada a centavos.


Fonte: InfoMoney


Dólar volta ultrapassar R$ 5,51 com exterior, inflação e fiscal no radar


O dólar volta a escalar, com máximas acima de R$ 5,50 há pouco. O dólar à vista subiu até R$ 5,5160 (avanço de 0,55%) e o dólar novembro, à máxima de R$ 5,5335 (elevação de 0,30%).


O operador da corretora Fair Hideaki Iha afirma que o ajuste local acompanha o fortalecimento da moeda americana ante pares emergentes do real no exterior, como alta de 0,26% ante peso mexicano, após quedas de mais cedo, na esteira do avanço dos juros dos Treasuries.


Iha avalia que, apesar do acordo sobre o teto da dívida nos EUA, os investidores estão cautelosos com inflação pressionada, agora, pelo preço alto da gasolina nos EUA e atentos à possibilidade de início da retirada de estímulos, previstos para breve.


Aqui, Iha comenta que nada está resolvido sobre as pendências para fechar o Orçamento de 2002 e isso incomoda os investidores.


Há pouco, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, fez uma nova defesa da regra do teto de gastos e repetiu que o governo busca compatibilizar o pagamento dos precatórios com o cumprimento da regra fiscal.


No radar, esta ainda o caixa apertado do governo para pagar despesas e os benefícios da Previdência em outubro, diz o operador.


O Executivo pressiona o Congresso a aprovar um projeto de crédito adicional de R$ 164 bilhões, autorizando a realização de empréstimos para bancar despesas correntes, o que é vedado pela chamada regra de ouro.


Fonte: Investing.com


Capitalização de mercado do bitcoin volta a atingir US$ 1 trilhão


A capitalização de mercado do bitcoin (BTC) voltou a atingir a marca de US$ 1 trilhão.

Neste momento, a criptomoeda está sendo negociada a US$ 54,4 mil, o que eleva a capitalização de mercado para, aproximadamente, US$ 1,03 trilhão.


A maior e mais antiga criptomoeda do mundo chegou ao marco de US$ 50 mil pela primeira vez nos últimos três meses, após uma queda íngreme que a deixou abaixo dos US$ 30 mil em julho.


Ontem (5), quando a moeda atingiu US$ 50 mil, a capitalização de mercado do bitcoin caminhava em direção ao US$ 1 trilhão, mas não conseguia atingir a marca.


Segundo o CoinMarketCap, a capitalização alcançou US$ 989 bilhões em 7 de setembro, antes de o preço recuar para a casa dos US$ 40 mil.


Esta é a primeira vez nos últimos cinco meses que a capitalização de mercado do bitcoin ultrapassa US$ 1 trilhão. A última vez ocorreu no dia 10 de maio deste ano, quando a capitalização chegou a US$ 1,06 trilhão.


No começo de 2021, a capitalização de mercado da maior criptomoeda do mundo atingia, com frequência, a marca de US$ 1 trilhão, antes da queda de maio.


Fonte: MoneyTimes



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