Principais noticias 06/10/2021

Criptos hoje: Bitcoin ultrapassa US$ 52 mil em meio a temores de inflação e mais notícias



Bitcoin é uma das criptomoedas que mais sobem no dia em mais um movimento sem correlação com bolsas globais


O Bitcoin (BTC) amanheceu esta quarta-feira (6) em estabilidade, mas logo iniciou nova alta e ultrapassou os US$ 52 mil pela primeira vez desde a primeira semana de setembro em meio à volta do temor de escalada da inflação global. Às 9h48, a criptomoeda subia 5,2%, para US$ 52.476, em alta que já alcança 28,4% em uma semana.


O movimento positivo se espalha pela maioria das criptomoedas entre as 100 com maior valor de mercado e recupera praticamente todos os US$ 70 bilhões que haviam sido perdidos nas primeiras horas do dia, levando a capitalização para US$ 2,3 trilhões.


O mercado de criptomoedas segue descorrelacionado com as ações globais, que caem em meio à expectativa de retirada dos estímulos do governo dos EUA, cujos títulos do Tesouro voltam a subir e provocam fuga de ativos de risco, o que por ora vem poupando o Bitcoin.


13 criptomoedas de menor valor de mercado que abriram o dia com queda de dois dígitos reduzem as perdas e apenas uma recua 10%. Na outra ponta, o destaque positivo segue com a Shiba Inu (SHIB), que surgiu de um meme assim como a Dogecoin (DOGE) e dispara 45,5% nas últimas 24 horas e 226% na semana.


Já os criptoativos no topo do ranking global crescem menos que o Bitcoin ou entram em terreno negativo, como é o caso da Binance Coin (BNB), que recua 2,4%, e da Cardano (ADA), que perde 2,3%. Já a Solana (SOL), sétima mais valiosa do mundo, é negociada a -7,2%, por US$ 156.


O momento de recuperação vem após o Senado dos Estados Unidos receber uma nova proposta de lei para investigar o papel das criptomoedas em golpes de ransomware. O projeto prevê que as vítimas de ataques de ransomware revelem informações sobre pagamentos a hackers ao Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).

Por outro lado, o family office de George Soros confirmou possuir Bitcoin e a lista de mais ricos da Forbes destacou empreendedores do setor de criptomoedas: todos os seis novatos do ranking fizeram fortuna com moedas digitais.


Fonte: InfoMoney


Ibovespa futuro tem queda de mais de 1% com novos temores sobre inflação global; dólar é negociado acima de R$ 5,50


O Ibovespa futuro abriu em baixa e sinaliza que a Bolsa brasileira deve começar a sessão desta quarta-feira (6) dando continuidade a perdas recentes. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltam a subir. A rentabilidade desses ativos reflete a perspectiva de retirada de estímulos (tapering) nos Estados Unidos e elevação da taxa de juros mais cedo do que se imaginava – uma resposta ao avanço da inflação na maior economia do mundo. É também um indicador de maior aversão ao risco e, consequentemente, de fuga do mercado de ações.


No Brasil, o Índice Geral de Preços (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 0,55% em setembro, desacelerando em relação a agosto. A queda de preço das commodities no período, com destaque para o minério de ferro, contribuiu com esse desempenho. No entanto, o índice acumula alta de 15,12% no ano e 23,43% em 12 meses.


As vendas no varejo, dado esperado por ser um indicador de recuperação da economia pós-pandemia decepcionou, recuando 3,1% em agosto na comparação com julho. A expectativa era de alta de 0,7%.


Por aqui, as preocupações com a política fiscal e o entrave para o andamento de reformas seguem influenciando os negócios. Os ruídos políticos também continuam. O ministro da Economia, Paulo Guedes, aceitou o convite do Senado para dar explicações sobre investimentos que ele possui em empresas no exterior (offshore). Os negócios de Gudes fora do Brasil foram revelados em uma série de reportagens investigativas chamada Pandora Papers, publicada no início desta semana. Os jornalistas apuraram que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também possuía investimentos em offshores. Ele também foi convidado a prestar esclarecimentos ao Senado.


Às 9h24 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em outubro de 2021 recuava 1,41%, aos 108.760 pontos.


O dólar comercial, que ontem chegou ao maior patamar em seis meses, amplia ganhos e sobe 0,58% a R$ 5,516 na compra e R$ 5,517 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021 subia 0,59%, a R$ 5,533.


No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 operava estável, a 7,25%; DI para janeiro de 2023 avançava quatro pontos-base, a 9,30%; DI para janeiro de 2025 também subia quatro pontos-base a 10,33%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação negativa de quatro pontos-base a 10,72%.


Em Nova York, os índices futuros estão praticamente zerando os ganhos obtidos pela Bolsa na sessão da véspera. Às 9h (horário de Brasília), o Dow Jones futuro recuava 0,97%; o S&P 500 futuro caía 1,11% e o Nasdaq futuro tinha variação negativa de 1,23%. As ações do setor de tecnologia voltam a ter destaque de queda, pois são empresas em processo de expansão e que têm seus custos elevados quando os juros sobem.