Principais notícias 20/09/2021

Atualizado: Set 23

Ibovespa Futuro cai cerca de 2% em meio a crise da Evergrande na China e derrocada do minério; dólar sobe


Pré-market mostra desempenho negativo na esteira do cenário da incorporadora mais endividada do mundo


SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta segunda-feira (20) seguindo as fortes baixas dos índices futuros dos Estados Unidos e do recuo de 3,3% do Hang Seng, benchmark de Hong Kong. No radar, aprofundam-se as preocupações com a incorporadora chinesa Evergrande, que viu suas ações despencarem 10% em meio a temores sobre a capacidade da empresa de pagar sequer uma parte da sua dívida de US$ 305 bilhões que vence na quinta-feira.


Em dia de feriado na China, o minério de ferro cai mais de 8% e é negociado em US$ 92,80 em Singapura, acumulando uma baixa de 55% em apenas dois meses, resultado da política de diminuir a produção de aço na China, visando metas ambientais, e também com a desaceleração do setor de construção. Os ADRs da Vale, que caíram na última sexta-feira apesar do dividendo de R$ 8,10 da companhia, registram baixa de mais de 5% no pré-market da Bolsa de Nova York.


Também provoca ansiedade as reuniões de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nos EUA e do Comitê de Política Monetária (Copom) aqui, com decisões de juros na quarta-feira. Espera-se que o Copom eleve a Selic em mais um ponto percentual, levando a taxa a 6,25% ao ano.


O presidente Jair Bolsonaro está hoje em Nova York e abrirá amanhã a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) com um discurso cercado de expectativa.

Às 9h13 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 tinha queda de 1,94%, a 109.090 pontos. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, registrava perdas de 3,24% a US$ 32,22.


Com a baixa de hoje, o índice estende as perdas de 2,07% da última sexta, quando foi impactado pela reação negativa dos investidores à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo para poder financiar o aumento do benefício do Bolsa Família.


Enquanto isso, o dólar comercial sobe 1,06% a R$ 5,337 na compra e a R$ 5,338 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em outubro avança 0,9% a R$ 5,344.


Fonte: InfoMoney


À espera de alta de 1 ponto na Selic nesta semana, mercado eleva projeção para juros em 2021 e 2022



Economistas consultados pelo Focus também revisaram para cima suas projeções para a inflação, pela 24ª semana, para alta de 8,35% em 2021


SÃO PAULO – Em semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro voltou a elevar, pela terceira vez consecutiva, suas projeções para a taxa Selic ao fim de 2021 e 2022. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (20).


Diante da forte pressão inflacionária, os economistas consultados pela autoridade monetária estimam agora uma taxa de juros de 8,25% em dezembro deste ano, acima dos 8,00% esperados anteriormente. Para 2022, as expectativas também tiveram piora, de 8,00% para 8,50% ao ano.



Nesta semana, o Copom se reúne para decidir o rumo da taxa básica de juros no país. A expectativa, segundo consta no Focus, é de aumento de 1 ponto percentual, para 6,25% ao ano, conforme esperado no último levantamento. Já no encontro de outubro, as projeções seguem apontando para nova alta de mesma magnitude, levando a Selic para 7,25% ao ano.



Na esteira de elevações, as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram revisadas para cima pela 24ª semana – desta vez, de 8,00% para 8,35%. Também houve alta nas apostas para 2022, de 4,03% para 4,10%, na nona semana consecutiva de elevação.



Com relação ao desempenho da economia brasileira, o Focus aponta para crescimento de 5,04% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, em linha com o esperado na semana passada. Já para 2022, as expectativas são de expansão de 1,63% da atividade, abaixo dos 1,72% esperados anteriormente.


Por fim, no câmbio, os economistas mantiveram suas expectativas para o dólar em dezembro deste ano, negociado a R$ 5,20, mas elevaram, de R$ 5,20 par R$ 5,23, suas apostas para a moeda americana ao fim de 2022.


Fonte: InfoMoney


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